Black Hat SEO: Técnicas, Riscos e o que Evitar

Black Hat SEO: Técnicas, Riscos e o que Evitar
David Kaufmann
Tutoriais SEO
8 min read

Black Hat é um conjunto de técnicas e ações voltadas a forçar os resultados de busca driblando as diretrizes de qualidade dos diferentes buscadores (Google, Bing, Yandex).

Dentro da comunidade de SEO ainda existe debate sobre quais tipos de técnicas são consideradas Black Hat e quais não são.

No final, cada um tem direito à sua própria opinião, mas são as diretrizes de qualidade que definem as regras do jogo. E como em qualquer jogo com regras, cada pessoa é livre para decidir até onde pode ou quer ir.

O que dizem as diretrizes de qualidade do Google?

Para descobrir se estamos seguindo as regras do jogo, a primeira coisa que recomendo a quem está começando em SEO é, claro, ler todas as diretrizes de qualidade que o Google fornece:

Para Webmasters

  • Geral
  • Conteúdo
  • Qualidade

Nesses documentos podemos ver o que o Google considera qualidade, como deve ser um site e quais ações você não deve realizar.

Aqui você pode ler toda a informação que o Google fornece sobre esse tema, mas já pode tirar isto: o que o Google não quer é que você manipule ou engane o algoritmo dele.

Antes de mais nada... Black Hat é ilegal?

Quando falamos de SEO, não, não é ilegal; simplesmente vai contra as políticas de qualidade do Google, contra as suas regras. Para ser mais preciso, no entanto, há técnicas usadas para prejudicar sites de terceiros que podem violar a legislação vigente.

Estamos falando de outras técnicas que afetam a segurança da informação, e essa é uma história totalmente diferente.

Técnicas Black Hat mais populares

Conteúdo gerado automaticamente

Como todos sabemos, o Google quer oferecer resultados de qualidade ao usuário que faz uma determinada busca, e para isso precisa ter conteúdo único e de qualidade para entregar.

O conteúdo automatizado se alimenta de conteúdo previamente criado, seja no mesmo idioma, em um idioma estrangeiro, ou pegando partes de algo que já existe.

Embora o Google tenha evoluído muito, esse tipo de técnica ainda funciona hoje em dia.

Uma técnica muito simples é pegar conteúdo criado em um idioma diferente do nosso site, traduzi-lo e republicá-lo como se fosse um artigo novinho em folha.

Para ser um pouco mais preciso, várias ações são realizadas:

  • O conteúdo é raspado no idioma desejado.
  • Esse conteúdo é traduzido para o idioma de publicação.
  • O post é criado com o conteúdo traduzido.
  • É publicado no seu blog.

Nota: o termo scraping se refere a uma técnica de programação que extrai parte da informação de um determinado local, no nosso caso URLs.

Atualmente existem plugins de WordPress que executam todas essas funções de forma automática, mas saiba que o Google está trabalhando para detectar essas ações e pode penalizar você.

Text Spinning

Outra técnica muito popular usada na automação é o text spinning.

O objetivo dessa técnica é transformar texto copiado em texto original, pelo menos para os bots que rastreiam nosso conteúdo.

Sua operação pode ser simples ou complexa porque requer um pouco de trabalho manual, já que é preciso criar uma sintaxe de variação baseada em sinônimos, para que o texto mude sem mudar o sentido.

Aqui vai um exemplo:

A casa dela em Londres é linda

Sintaxe de um texto a fazer spin:

Sara começou (iniciou | deu início) a construção da sua casa (lar | residência) em Londres

No fim teríamos X frases diferentes, dependendo da variedade de opções que tivermos alimentado.

  • Sara começou a construção do seu lar em Londres
  • Sara iniciou a construção da sua residência em Londres

Sem dúvida essa é a técnica que provoca mais polêmica no setor de SEO. Por quê?

O Google atribui uma espécie de pontuação baseada na qualidade dos sites que avalia, e a linkagem externa, ou seja, os links que um site recebe (backlinks), é uma das variáveis-chave na hora de melhorar o ranqueamento nas buscas.

Para o Google, os links para o seu site têm que chegar sem nenhum tipo de influência direta (compra, troca, criação em sites gratuitos ou ferramentas de automação); em outras palavras, seu conteúdo só deveria ser linkado por meio de conteúdo de qualidade que os usuários referenciam.

É aqui que entra a polêmica: dá pra fazer SEO sem criar links?

No fim das contas, há muitos projetos em que o SEO funciona de formas diferentes, então às vezes basta perspectiva para encerrar as polêmicas.

Por volta de meados de 2012, uma atualização de algoritmo chamada Penguin virou de cabeça para baixo o ecossistema de SEO.

Esse algoritmo tenta regular fatores offpage, e é preciso ter muito cuidado ao executar uma estratégia de "Link Building".

Dentro do link building existem inúmeras técnicas para melhorar o PageRank de uma página ou domínio, e seguindo as diretrizes do Google, algumas das técnicas mais populares que ele desaprova são:

  • Links pagos em imprensa ou em sites (trocas também estão incluídas)
  • PBN (private blog network): uma rede de blogs próprios criada para linkar para os seus próprios projetos.
  • Troca de links: você me linka e eu te linko.
  • Guest Posting: artigos como convidado em outros blogs linkando com palavras-chave exatas (o Google usa essa nuance para definir o que ele não gosta)
  • Inserir links em widgets que são oferecidos a terceiros.
  • Releases com anchor text exato.
  • Etc...

Resumindo, se você tem que fazer Link Building, tente ser o mais natural possível aos olhos do usuário.

Cloaking e Keyword Stuffing

Estou agrupando essas duas técnicas porque são técnicas que funcionavam no passado, mas hoje em dia não conheço ninguém que as use com sucesso.

  • O Cloaking tem como objetivo enganar os bots do Google mostrando um conteúdo diferente do que é mostrado aos usuários. Para o bot é exibida uma página otimizada e para o usuário, uma página diferente.

Se o Cloaking é antigo, falar de Keyword Stuffing hoje em dia é voltar pelo menos 10 anos.

  • O Keyword Stuffing é a sobre-otimização de uma palavra-chave com a intenção de dar mais relevância à sua página. Forçar a palavra-chave para a qual você quer ranquear em todo parágrafo, colocá-la em cada cabeçalho, tags ALT... são exemplos de como essa técnica se parecia e o quão obsoleta se tornou.

Negative SEO

Como mencionei antes, Black Hat não é ilegal quando falamos de SEO, mas esse tipo de técnicas que vamos mencionar vai mais contra a segurança da informação do que contra o marketing.

Ataques DDOS (Negação de Serviço)

Essa técnica tem como objetivo derrubar o servidor enviando uma grande quantidade de tráfego, sobrecarregando o servidor, esgotando seus recursos e largura de banda.

Nas últimas atualizações do Penguin já fomos avisados de que backlinks de baixa qualidade não influenciariam nosso site nem positiva nem negativamente.

Ainda assim, essa técnica consiste em enviar milhares de links de baixa qualidade com a intenção de prejudicar você nos resultados de busca.

É quando usamos a ferramenta que o Google fornece para reportar backlinks que não queremos que ele leve em conta; neste artigo te contamos tudo o que você precisa saber sobre a Disavow Tool

Negative SEO com conteúdo duplicado

Uma das mais incômodas. Consiste em copiar seu conteúdo e publicá-lo em diferentes domínios com a intenção de confundir o Google sobre o conteúdo original.

Hotlinking

Muitos podem não considerar essa técnica como Negative SEO, mas é preciso ter cuidado.

O Hotlinking consiste em fazer chamadas a um recurso que está disponível no seu site sem precisar hospedá-lo no próprio servidor. Atualmente é muito usado com imagens; pega-se a URL da imagem hospedada no seu site e publica-se em um site de terceiros.

Até aqui não deveria haver problemas, mas e se a imagem for publicada em um site de alto tráfego, e se em vez de uma imagem forem 100 ou 1.000?

Como eu disse antes, há muito mais técnicas, e certamente surgirão outras porque o Black Hat está vivo — como diz o ditado, "feita a lei, feita a armadilha."

Autor: David Kaufmann

David Kaufmann

Passei os últimos 10 e tantos anos completamente obcecado por SEO — e, sinceramente, não quereria que fosse de outra forma.

A minha carreira atingiu um novo patamar quando trabalhei como Senior SEO Specialist na Chess.com — um dos 100 sites mais visitados de toda a internet. Operar nessa escala, em milhões de páginas, dezenas de idiomas e numa das SERPs mais competitivas que existem, ensinou-me coisas que nenhum curso ou certificação jamais poderia. Essa experiência mudou a minha perspetiva sobre o que é realmente um grande trabalho de SEO — e tornou-se a base de tudo o que construí desde então.

Foi a partir dessa experiência que fundei a SEO Alive — uma agência para marcas que levam a sério o crescimento orgânico. Não estamos aqui para vender dashboards e relatórios mensais. Estamos aqui para construir estratégias que realmente fazem a diferença, combinando o melhor do SEO clássico com o novo e empolgante mundo da Generative Engine Optimization (GEO) — garantindo que a tua marca apareça não só nos links azuis do Google, mas também dentro das respostas geradas por AI que o ChatGPT, o Perplexity e o Google AI Overviews entregam a milhões de pessoas todos os dias.

E como não consegui encontrar uma ferramenta que lidasse corretamente com esses dois mundos, construí uma eu mesmo — a SEOcrawl, uma plataforma enterprise de SEO intelligence que reúne rankings, auditorias técnicas, monitoramento de backlinks, saúde do crawl e tracking de visibilidade de marca em AI, tudo num só lugar. É a plataforma que sempre desejei que existisse.

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